Panetones no Natal : sucesso nos lares brasileiros vira presente nas festas natalinas

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Panetones no Natal : sucesso nos lares brasileiros vira presente nas festas natalinas

Mercado de Panetones no Natal – Em meados de setembro os panetones começam a dar as caras nos supermercados brasileiros. Além de ressaltar a chegada e o clima de preparação para o Natal, o doce de origem italiana exerce, há muitos anos, um papel importante na sociedade. Com oferta de tipos e sabores para agradar aos diferentes níveis de sofisticação, o produto tem conquistado mais consumidores e até se transformado em presente nas festas de final de ano.

Mercado de panetones : presente de Natal

De novembro de 2021 a janeiro de 2022, em comparação com o mesmo período anterior, a categoria ganhou mais compradores, e a penetração passou de 52,4% para 65,3%, o que representa um aumento de 24,6%, ou seja, mais de 7 milhões de novos lares. Os desafios para a continuidade do crescimento, entretanto, são o gasto por viagem ao ponto de venda, que caiu 13,9%, e a frequência de compra, que diminuiu 5%. E ainda que o preço médio esteja somente 1,2% mais alto, o gasto por comprador despencou 18,5%.

O destaque fica para o volume de panetones presenteados no último final de ano, que representou 36,4% da importância da categoria de novembro de 2021 a janeiro de 2022. A penetração de panetones para presente passou de 19,7% para 32,9% pontos, quase 8 milhões de novos lares para a categoria no período.

Mercado de panetones : consumo

Segundo pesquisa realizada pela Kantar, o panetone é consumido em 52,4% dos lares do País, principalmente pelo público A e B, mas também entre as classes C, D e E.

De acordo com o estudo e dados levantados em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães e Bolos Industrializados (Abimapi), os brasileiros gastavam, em média, R$ 25,34 em panetones e consumiam aproximadamente 440 gramas do produto por ano. O público que mais procura o item natalino tem entre 40 e 49 anos.

A iguaria faz muito sucesso nos lanches da tarde, uma vez que está presente em 29,7% dessas refeições. Vale a pena destacar que, nesse aspecto, o panetone supera guloseimas e receitas tradicionais do País, como outros doces e pães, que representam 8,9% dos itens usados na alimentação vespertina.

A versão tradicional do panetone – feita com uvas-passas e frutas cristalizadas – segue como a favorita do público. Entretanto, as recheadas estão caindo cada vez mais no gosto dos brasileiros.



Origem do panetone em duas versões

Tradicional iguaria consumida na época do Natal, o panetone é um pão doce, recheado de frutas secas (uvas passas e frutas cristalizadas). Tem fragrância de baunilha. Sua consistência macia é resultado de um processo de fermentação natural.

Uma das versões da origem do panetone diz que foi criado por um padeiro chamado Toni, que trabalhava na padaria Della Grazia, em Milão, na época de Ludovico, o Mouro (1452 – 1508).  O jovem padeiro, apaixonado pela filha do patrão, teria inventado o pão doce para impressionar o pai de sua amada. Os fregueses passaram a pedir o “Pani de Toni”, que evoluiu para o “panattón” (vocábulo milanês), e depois para “panettone” (italiano).

Já outra versão traz que o Panetone foi inventado na corte de Ludovico, o Mouro, na véspera do Natal, entre os anos de 1494-1500. Conta a lenda que o Natal era uma grande festa celebrada com grandes banquetes. Em um dos Natais, a sobremesa que havia sido preparada queimou ao ser assada. Um dos empregados da cozinha, chamado Antonio, havia preparado uma massa com sobras de ingredientes, que pretendia levar para sua casa. Sem outra opção, ofereceu sua massa para servir como sobremesa para a corte. De acordo com a lenda, a sobremesa foi tão apreciada que Ludovico perguntou qual o nome da iguaria. O jovem Antonio, chamado para responder a pergunta de Ludovico, disse que a sobremesa não tinha nome. Ludovico resolveu chamá-la de “Pani de Toni”, dando origem ao nome.