Panetones fazem sucesso em mais da metade dos lares brasileiros

Panetones fazem sucesso em mais da metade dos lares brasileiros sendo o produto mais procurado pelo público A/B de 40 a 49 anos, conforme pesquisa de empresa de dados, insights e consultoria

Em meados de setembro os panetones começam a dar as caras nos supermercados brasileiros. Além de ressaltar a chegada e o clima de preparação para o Natal, o doce de origem italiana exerce, há muitos anos, um papel importante na sociedade. Segundo pesquisa realizada pela Kantar, o panetone é consumido em 52,4% dos lares do País, principalmente pelo público A e B, mas também entre as classes C, D e E.

De acordo com o estudo e dados levantados em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães e Bolos Industrializados (Abimapi), os brasileiros gastam, em média, R$ 25,34 em panetones e consomem aproximadamente 440 gramas do produto por ano. O público que mais procura o item natalino tem entre 40 e 49 anos.

A iguaria faz muito sucesso nos lanches da tarde, uma vez que está presente em 29,7% dessas refeições. Vale a pena destacar que, nesse aspecto, o panetone supera guloseimas e receitas tradicionais do País, como outros doces e pães, que representam 8,9% dos itens usados na alimentação vespertina.

A versão tradicional do panetone – feita com uvas-passas e frutas cristalizadas – segue como a favorita do público. Entretanto, as recheadas estão caindo cada vez mais no gosto dos brasileiros. Prova disso é que registraram um aumento considerável de 5 pontos percentuais entre os períodos de novembro de 2018 a janeiro de 2019 e novembro de 2020 a janeiro de 2021.


Publicação com apoio do site Temporada Verão


Origem do panetone em duas versões

Tradicional iguaria consumida na época do Natal, o panetone é um pão doce, recheado de frutas secas (uvas passas e frutas cristalizadas). Tem fragrância de baunilha. Sua consistência macia é resultado de um processo de fermentação natural.

Uma das versões da origem do panetone diz que foi criado por um padeiro chamado Toni, que trabalhava na padaria Della Grazia, em Milão, na época de Ludovico, o Mouro (1452 – 1508).  O jovem padeiro, apaixonado pela filha do patrão, teria inventado o pão doce para impressionar o pai de sua amada. Os fregueses passaram a pedir o “Pani de Toni”, que evoluiu para o “panattón” (vocábulo milanês), e depois para “panettone” (italiano).

Já outra versão traz que o Panetone foi inventado na corte de Ludovico, o Mouro, na véspera do Natal, entre os anos de 1494-1500. Conta a lenda que o Natal era uma grande festa celebrada com grandes banquetes. Em um dos Natais, a sobremesa que havia sido preparada queimou ao ser assada. Um dos empregados da cozinha, chamado Antonio, havia preparado uma massa com sobras de ingredientes, que pretendia levar para sua casa. Sem outra opção, ofereceu sua massa para servir como sobremesa para a corte. De acordo com a lenda, a sobremesa foi tão apreciada que Ludovico perguntou qual o nome da iguaria. O jovem Antonio, chamado para responder a pergunta de Ludovico, disse que a sobremesa não tinha nome. Ludovico resolveu chamá-la de “Pani de Toni”, dando origem ao nome.